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História de Papai Noel

São Nicolau, ou Santa Claus (corruptela de Santus Nicolaus), Bispo de Mira (Dembre, na atual Turquia), nasceu na Ásia Menor, cerca de 270 – século III).

Celebrizou-se por sua dedicação e sincera bondade que o levaram a fazer milagres, tanto em vida como após a morte.  São Nicolau foi um dos santos mais populares da cristandade e na devoção popular; o culto a ele é baseado na sua inesgotável generosidade, sobretudo com as crianças, resultando em inúmeras lendas folclóricas.

Em Roma existem mais de 60 igrejas com o seu nome e na Inglaterra mais de 400. Com o decorrer dos séculos foi sendo considerado o padroeiro das crianças, dos estudantes, dos escravos, dos presos, dos pobres, dos ricos e dos marinheiros. E, também, o patrono da Rússia religiosa.  Mesmo nos dias de hoje os marinheiros da Holanda, no momento de desejarem uma boa viagem aos seus companheiros, dizem:  “Que São Nicolau manobre o leme!” Os sentenciados têm-no como protetor, porquanto São Nicolau ficou encarcerado durante anos no reinado do Imperador Diocleciano e só foi libertado em razão da anistia dada por Constantino aos que se encontravam presos por motivos religiosos.

Segundo a lenda, conta-se que o pai de Nicolau era muito rico, deixando para o filho enorme fortuna.  O futuro santo, sempre generoso, soube que um vizinho estava em dificuldades para dar um casamento digno sua filha. Nicolau, durante a noite, às escondidas, encheu uma pequena bolsa de moedas de ouro, jogando-a na janela do vizinho. E com isso aconteceu a festa.  Mais tarde, repetiu o gesto com a segunda filha. Na terceira vez, o pai, na espreita, descobriu Nicolau, espalhando aos pobres, principalmente às crianças. E assim tornou-se um costume, durante muito tempo, os pais presentearem seus filhos no dia 6 de dezembro, data da sua festa litúrgica. As crianças recebiam os presentes vindos do céu por São Nicolau.

Esse costume surgiu na Idade Média, quando nas representações teatrais e nas festas dedicadas a São Nicolau em 6 de dezembro, um servo saía às ruas distribuindo presentes às crianças – no caso, as bem comportadas – e repreendendo as outras.  São Nicolau passou a ser representado com longas barbas brancas, montando um burrinho e carregando um grande saco cheio de presentes. Ele entrava pelas chaminés das lareiras das casas.

Na Suécia e Noruega, falava-se que o próprio santo era quem distribuía os presentes, colocando-os nas lareiras das casas, nos sapatos e nas meias das crianças.  Essa tradição de presentear as crianças no dia de sua festa, 6 de dezembro, lentamente foi sendo transferida para o dia 25 de dezembro. Isto ocorreu na Inglaterra durante o reinado de Henrique VIII. Até então, também neste país, festejava-se a data de São Nicolau no dia 6. Porém, Henrique VIII entrando em choque com o Papa, devido ao seu novo casamento, rompeu relações religiosas com Roma. Com isso a Inglaterra passou a ter seus próprios costumes nos festejos da cristandade e um destes foi a transferência das entregas de presentes do dia 6 para o Dia de Natal.

Porém, o resto da Europa continua a festejar a data no dia 6 e esse costume foi levado pelos holandeses para a América do Norte, quando fundaram a Nova Amsterdã.   Entretanto, com a conquista da Nova Amsterdã pelos ingleses, esta tomou o nome de Nova York. Com isso, a tradição de festejar a data passou para o dia 25 e rapidamente se espalhou por toda a América ocupada pelos ingleses. Destes, o hábito foi transferido também para os norte-americanos, que a festejam com grande alarde.  Também na Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia, São Nicolau é festejado.

São Nicolau veio a falecer em 342, cercado de respeito por todos os cristãos. Em 1087 as suas relíquias e restos mortais foram transferidos para Bari, na Itália, e a tornou-se grandemente popular.

Justamente por isso é também conhecido como São Nicolau de Bari.  Assim tornou-se uma tradição é um símbolo ligado diretamente ao nascimento do Menino Jesus, pois encerra valores que despertam, reavivam e fortalecem os sentimentos humanos e cristãos.

Autor desconhecido

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